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quarta-feira, março 10, 2010

Scott Fitzgerald

O boa-vida saiu para o terraço e refugiou-se num canto deserto e escuro, entre o luar que caía sobre o gramado e a única porta iluminada dom salão do baile. Lá, encontrou uma cadeira, acendeu um cigarro e mergulhou no descuidado devaneio que constituía seu espírito habitual. Naquele momento, porém, era um devaneio que a noite e o cheiro quente e úmido das esponjas de pó de arroz, enviadas nos decotes dos vestidos, a destilar ricas fragrâncias que flutuavam pela porta aberta, tornavam sensual. A própria música, abafada por um trombone ruidoso, convertia-se em algo quente e vago, um ritmo langoroso que se harmonizava com o arrastar de tantos pés.

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