Textos, trechos, artigos e comentários encontrados por aí.

Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

Come chocolates pequena...

Convicções são crenças. Nada é mais certo do que uma dúvida.

ou não.

Quarta-feira, Dezembro 27, 2006

Musil I

“Parece que o homem prático e realista jamais ama a realidade, nem a leva a sério. Em criança, rastejava debaixo da mesa quando os pais não estão, para transformar o quarto deles numa aventura com esse truque tão simples e genial; quando menino, deseja ardentemente um relógio, quando adolescente, com seu relógio de ouro, deseja uma mulher que combine com ele; quando homem com relógio e mulher, anseia por uma posição elevada; e quando conseguiu, feliz, realizar esse pequeno círculo de desejos, e balança dentro dele calmamente para lá e para cá como um pêndulo, sua provisão de sonhos insatisfeitos não parece ter diminuído. Pois quando deseja elevar-se um pouco, usa de uma metáfora. Obviamente porque às vezes a neve o aborrece, ele a compara com os seios reluzentes de uma mulher, e quando os seios de sua mulher o começam a entediar, compara-os com a neve reluzente; ficaria apavorado se algum dia os bicos desses seios lhe parecessem como bicos de pomba, ou como corais incrustados, mas isso o excita poeticamente. Ele é capaz de transformar qualquer coisa em outra: neve em pele, pele em pétala de flor, pétala de flor em açúcar, açúcar em pó-de-arroz, pó-de-arroz em flocos de neve... pois aparentemente só lhe interessa transformar as coisas no que elas não são, o que prova que tal homem não suporta ficar muito tempo num lugar, não importa onde esteja.” (in: O Homem sem qualidades)

Terça-feira, Dezembro 26, 2006

o universo conspira....

Claro que não é coincidência: 10 MYTHS — AND 10 TRUTHS — ABOUT ATHEISM, na edge.

Segunda-feira, Dezembro 25, 2006

Eco(s)

"Procure, Carlo Maria Martini, para o bem da discussão e do confronto em que acredita, aceitar, mesmo que por um só instante, a hipótese de que deus não exista: que o homem, por um erro desajeitado do acaso, tenha surgido na Terra entregue a sua condição de mortal e, como se não bastasse, condenado a ter consciência disso e , portanto, que seja imperfeitíssimo entre os animais (e permita-me o tom leopardino nessa hipótese). Este homem, para encontrar coragem para esperar a morte, tornou-se forçosamente um animal religioso, aspirando construir narrativas capazes de fornecer-lhe uma explicação e um modelo, uma imagem exemplar. E entre tantas que consegue imaginar - algumas fulgurantes, outras terríveis, outras ainda pateticamente consoladoras - chegando à plenitude dos tempos tem, em um momento determinado, a força religiosa, moral e poética de conceber o modelo do cristo, do amor universal, do perdão aos inimigos, da vida oferta em holocausto pela salvação do outro. Se eu fosse um viajante proveniente de galáxias distantes e me visse diante de uma espécie que soube propor tal modelo, admiraria, subjugado, tanta energia teogônica e julgaria redimida esta espécie miserável e infame, que tantos horrores cometeu, apenas pelo fato de que conseguiu desejar acreditar que tal seja verdade. (in: Em que crêem os que não crêem)"

Verbetes

O mais interessante do texto do digeratti citado abaixo é repensar o papel do intelectual e do cientista nessa era em que todo mundo sabe de tudo um pouco e nada de muito. A seriedade científica está sendo posta em jogo no mundo da wikipedia, onde cada um escreve sua própria definição de mundo. Embora eu prefira fazer meus próprios caminhos intelectuais, religiosos, filosóficos e políticos, dá uma certa saudade dos tempos em que o mundo era dividido pelo número de fascículos da Conhecer.

Terça-feira, Dezembro 19, 2006

Eu odeio pão de ló

Comunidades sempre ressaltam um dos aspectos da nossa persona. Ao mesmo tempo em que revelam parte de uma identidade, escondem o todo. Pouquíssimas permitem que as pessoas, aos poucos, se expressem, criem, cresçam e façam diferença.

Toda comunidade tem um quê de formiguinhaz.

Agora, o que eu queria mesmo, era dizer isso com a propriedade do Jaron Lanier.

Mais dele na Edge.

Domingo, Dezembro 17, 2006

Carrascoza (O volume do silêncio)

Não demorou, o pai se ergueu, disse, Daqui uma semana volto pra te buscar, e o abraçou. O menino pousava sólido, mas era todo líquido, se derramando. Não, não ia chorar. Despedira-se, digno, da mãe, com quem podia fraquejar, ainda em seu espaço, e, nesse outro, estrangeiro, tinha de se conter perante o pai.

Deu-se, enfim, a hora dele e da avó. Ia começar a eternindade. Ela, ciente de seus sentimentos, não o mirava com imensidão, mas miudamente, disfarçando, como se não visse o seu desencanto. E, já que o menino não escolhera estar ali, ela quis lhe oferecer outras alternativas, a cor da toalha de banho, Azul ou verde?, a cama onde dormiria, A de solteiro ou a de casal, comigo? o lanche da tarde, Pipoca ou cachorro quente? e o neto nas suas preferências, menos triste, mas ainda remoto. Decidiu deixá-lo em seus silêncios. Estou lá no quintal, ela disse, e saiu pela porta da cozinha.

Redação

O texto abaixo foi feito para um exercício de redação lá na Eca, do professor Carrascoza. Um exercício de amor à palavra, de quem sabe ensiná-lo e o possui.

Sábado, Dezembro 16, 2006

Cegueira

A mulher do médico havia decidido estudar melhor como aqueles muitos haviam se acomodado no manicómio. Andava entre as camaratas tentando evitar os que lá haviam se deixado dormir. Chegou próximo à cerca, e nesta se encontrava uma rapariga que, quando a luz a permitiu descobrir, portava uma cicatriz no pescoço, silenciosamente chorando sua angústia, Quem és tu, perguntou a mulher do médico. Após recuperar-se do susto, a rapariga respondeu, Cheguei ontem, sobrevivi àquela série de empurrões em que uns foram esmagados, De onde vêns, Sou filha de um falecido político, vivia sozinha em uma casa, eu e alguns criados, e, como se decepcionada pelo próprio destino, Cheguei a considerar que nunca cegaria, esses males nunca me alcançaram, mas acabei pedindo por isso quando estava a cuidar dos que outrora me serviam, após esta experiência aprendi ponderar o uso do vernáculo, nunca soube com precisão utilizar palavras como selvageria e podridão, vi cegos pelas ruas, e meus próprios criados engatinhando e procurando a verdade dos objetos que encontravam como se tivessem acabado de vir ao mundo, o mesmo se diz da sujeira que produziam, É o que acontece, acabamos de chegar a um novo mundo, Não, estamos apenas conhecendo melhor o antigo, disse a rapariga da cicatriz, como se já tivesse recebido algumas lições.

A jovem dirigia seus vãos olhos à mulher do médico, como se ela estivesse a revelar algum segredo, Onde estou, Num manicómio desativado, quero dizer, assim o era antes de chegarmos, tentávamos buscar alguma ordem, quando vieram os mais de duzentos, Como sabe, Tentei contá-los enquanto passavam pelos corredores, mas me perdi assim que começou aquele tumulto, lembras de como cegou?, Estava a assistir televisão, ainda aqueles programas que conseguiam se manter com uns poucos cérebros e olhos, uma luta de dois homens que haviam batido seus carros, e que , durante a reportagem, cegaram, é o fim, pensei, e quando voltei meus olhos à tela, já via tudo branco, ainda lembrando do número de telefone dito pela repórter , consegui pedir por ajuda, já não havia mais quem cuidasse de nós, e aqui estou.

Depois que a mulher do médico tivesse dado à rapariga da cicatriz todas as explicações de como funcionava a sociedade ali reunida, e depois que tivesse devidamente se apresentado, passou a questionar, O que fazia, do que vivia, Fui criada em meio a muitas mordomias, destas que aprendemos a desvalorizar quando procuramos um sentido para nossa existência, meu pai me ensinou o que chamava de arte política, espero ser capaz de, ao menos nesta situação, poder colaborar com meus conhecimentos, era um grande homem, de futuro pequeno, dada sua honestidade sem valor prático, e ao invés de insistir em sua obra, preferi buscar nos livros a perfeição que falta aos homens, Mas são os homens que escrevem os livros, ponderou a mulher do médico, Sim, mas homens que negam uma realidade para criar outra, esta sim perfeita, por ironia, li um livro, será que algum dia voltarei a ler um livro, que dizia que o homem em seu estado puro é desprovido do conhecimento do desenvolvimento da sociedade, da ciência, e que se faz apenas por estar, desconhecendo o poder além das forças da natureza, Cá estamos, nestas condições de ignorância, mas o mesmo não iremos dizer do poder, submetidos à tirania do Estado e da doença, não sabemos como nos comportar senão como pequenas presas nas patas de algum felino cruel, disse a mulher do médico, baixando os olhos como que se despedindo da esperança.

O que importa agora, completou a rapariga da cicatriz ao tentar contornar tal pessimismo, é manter-nos calmos e pensar a situação. Um grande exemplo me foi dado por uma mulher que conheci, que perdera o filho para a cegueira, deixou-o em um hospital e de lá ele sumiu, nunca parou de procurá-lo, ainda que nos estágios mais avançados de sua doença, pois neste mundo de velhas doenças havia adquirido o cólera e falecera pela ausência de médicos sãos, e no leito de morte jurou que se por ventura o filho já estivesse morto, ao menos iria encontrá-lo em situação melhor, Pode não ser uma história feliz, mas sem dúvida é uma história de esperança. Quais as possibilidades de sairmos daqui, Nenhuma, já mataram muitos por terem tentado e não hesitarão em matar mais, Não poderão matar-nos todos, Sim, e o farão, Não poderei viver assim, disse a rapariga da cicatriz, voltando a valorizar a liberdade que um dia chegara a desmerecer.

Acreditas?, perguntou a rapariga da cicatriz, Em quê, a mulher do médico já estava preocupada que seu marido tivesse dado por sua falta, mesmo assim tentando colaborar com a dúvida alheia, Em qualquer coisa, que vamos sair, que vamos ficar bons, que aquela mulher vai encontrar seu filho, Só sei a última resposta, quanto às outras, nos resta esperar, E em Deus?, Neste Sim, ele quem decide nosso destino, Pois eu não, acredito que temos que fazer o que pudermos para nos salvarmos, sem esperar por ajuda alheia e sem parar para pensar, Pois não é o que estamos fazendo, O quê, Pensando, Sim, mas isto é apenas uma preparação para a luta de verdade, Já tivemos muita luta, a mulher do médico começara a ficar impaciente, talvez estivessem precisando dela, precisava voltar, a rapariga da cicatriz completa, Mas a última é a que vale.

Preciso ir, disse a mulher do médico, ver se está tudo bem, Utilizas este verbo como se ainda fosses capaz, É o hábito, Como disse, neste tipo de situação aprendemos a escolher os vocábulos, e insistes neste, me diga, como sabias que eu estava aqui se não me tocaste, quando perguntou quem era, Ouvi um barulho, Eu estava parada, não me movia, não falava, Choravas, Sim, mas nem eu mesma podia ouvir-me, Sua dor falava mais alto que suas lágrimas, disse a mulher do médico, tentando desviar o assunto, Não era dor, era angústia, temo não poder fazer muito a respeito desta situação, Mas tens esperança, completou, já pensando em sair dali, Sim, como jamais minha pouca fé tivesse me permitido, creio que era isso que movia meu pai assim como aquela mulher, O garoto está aqui, Como, O filho desta mulher. Mas não vamos contar o que aconteceu com sua mãe e deixá-lo tão amargurado como estamos, uma hora ele deixará de pedir pela mãe, e além disso faz companhia a uma rapariga que também precisa dele, Assim seja.

A mulher do médico se levantou. Suas pernas doíam. Olhou para o céu e percebeu que a manhã se aproximava. Você precisa dormir, disse à rapariga da cicatriz, Não conseguirei, não conseguia em meio a incensos e travesseiros macios , não o farei aqui, em meio a esse cheiro de podridão. Pode ir, continuarei pensando, Só não pense em luta, disse a mulher do médico, já tivemos bastantes fracassos, Não pensarei, disse a rapariga da cicatriz, consigo mesma completando, em fracassos.

A mulher do médico se dirigiu ao corredor, quando a rapariga da cicatriz falou, Responda-me apenas a uma pergunta, Diga, Vês. A mulher do médico parou, voltou a onde estava, e, com as mão trêmulas, tocou levemente o cabelo da rapariga da cicatriz, Estás cansada, deste modo não poderás raciocinar direito, pare de se preocupar, durma um pouco, e retornou à sua rota anterior. A rapariga da cicatriz abraçou os joelhos, envolveu o rosto com as mãos como que a chorar e pensou, Ao menos uma resposta.

O dia raiou. Com os barulhos típicos daqueles que ansiavam por uma nova oportunidade de mudar o rumo de seu destino, os cegos foram aos poucos se levantando. A mulher do médico voltou ao lugar onde previamente havia se encontrado com a rapariga da cicatriz e lá ela estava, dormindo com o rosto apoiado sobre seus joelhos. O cheiro de merda e os gritos dos cegos brigando por uma frivolidade qualquer não a acordavam. Pensou em travesseiros macios. Viu o rapazinho estrábico no colo da rapariga de óculos escuros conversando baixinho, ela com os dedos enrolado nos cabelos dele e pensou, Não, nunca a vida me presenteou com situação tão complexa. Passou o dia organizando a camarata, aquela que sem dúvida era a mais limpa de todas, e que mesmo assim não conseguia fugir de uma ou outra fatalidade da natureza em que se encontravam seus hóspedes. Na hora da primeira refeição, a mulher do médico chamou a rapariga da cicatriz, Coma conosco, não és de nossa camarata mas uma vez que não pertence a nenhuma podemos cada um ceder um pouco. Como se o mal também tivesse atingido sua fala, apenas balançou a cabeça e levantou-se, e apenas dois olhos no mundo sabiam que ela aceitara o convite. Enquanto a rapariga da cicatriz comia algumas bolachas, a mulher do médico via o inconformismo em cada gesto. Não sabia se o sentimento era gerado pelo hábito de ser muito bem servida ou se a rapariga da cicatriz, como conhecedora dos fins e dos meios, sabia que aquela situação era insustentável, sem ainda ter presenciado o quanto a natureza humana pode superar seus limites.

Os autofalantes começaram novamente a dar as instruções para os cegos. Era a primeira vez que a rapariga da cicatriz as ouvia. Tinha voltado para o mesmo lugar que estava na noite anterior, brincava com um pequeno graveto riscando a terra, provavelmente pensando em que formas criava. Sem ter consciência de que ali, muito perto, encontrava se um corpo morto, fedendo um cheiro com o qual já havia se acostumado, pois o corpo se adapta melhor que a mente nestas situações. A mulher do médico aproximou-se, tocou seu ombro, Não consigo lembrar de nenhuma civilização, nenhum momento histórico, e, principalmente, nenhuma razão para estar acontecendo isto, disse a rapariga da cicatriz, na verdade, sempre acreditei que a realidade era aquilo que percebíamos com os sentidos, primordialmente com os olhos, e então somos colocados entre a existência e a não existência, com posso saber o que pensar de mim e de nós, Talvez, a questão seja esta, pare de pensar tanto e junte-se aos outros, vamos tentar tornar isso suportável, Ficarei aqui mais um pouco, e lá ficou até o anoitecer.

Quando o silêncio voltou a dominar o local, levantou-se. Ao tentar um primeiro passo, tropeçou no corpo. Achando que podia ser alguém dormindo, arriscou, Desculpe, sem ter resposta tocou-o e então tomou consciência do que se tratava. Já com os olhos vermelhos seguiu em frente, recusando-se a engatinhar, tropeçando e escorregando em todas os contratempos naturais que se encontravam espalhados, Alto lá, nem mais um passo, disse o oficial do exército, Preciso falar com um de vocês, Fale com um dos seus, eles não correm mais risco, Pensei que fossem homens bravos, são do exército, não, Bravos mas não invencíveis, mais um passo e atiro, e não poderá falar nem com quem não quer, Por favor me chame seu chefe, meu pai foi político, tinha conhecidos no exército e creio que tenho algumas palavras a dizer ao seu chefe, As palavras não valem mais nada a partir de agora, Pois para mim são tudo, Você não é mais nada, e atirou.
O barulho ecoou, um sinal. Como presas alertadas pelo ronco de seu predador, os cegos levantaram suas cabeças e, em vão arregalaram seus olhos, tentando identificar de onde vinha o som. A mulher do médico foi tão rápido quanto pode ao local de disparo, e viu a cena. Viu a rapariga da cicatriz sangrando, voltando sua cabeça para trás, gemendo desta vez de dor. E naquele último suspiro, os olhos da rapariga se abriram, se moveram ao redor, fixaram-se por alguns segundos na mulher do médico, contemplando-a, e se fecharam, desta vez para sempre. A mulher do médico soube, então, que não deveria perder a esperança.

Web semântica

é uma das apostas que eu quero ver virar realidade. Além de facilitar nossas buscas ainda tem outras utilidades. Quem sabe conseguimos extrair um pouco de suco fresco dessa vitamina de informações que estamos construindo.

Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

Burgess

“Opção”, roncou uma golósse rica e profunda. Eu videei que pertencia ao carlitos da prisão. “Ele não tem realmente opção, tem? O interesse, o medo da dor física levaram e esse ato grotesco de auto-rebaixamento. A sua insinceridade foi patente. Ele deixa de ser uma malfeitor. Mas cessa também de ser uma criatura capaz de opção moral.”

“Isso são sutilezas”, sorriu assim o Dr. Brodsky. “Não estamos preocupados com motivação, mas com ética superior. Estamos apenas preocupados em refrear o crime...”

“E”, encaixou o tal Ministro bôlche e vem vestido, “aliviar o lúgubre congestionamento das nossas prisões”.

“Muito bem”, disse alguém.

Então teve um bocado de govorite e discussão e eu lá, completamente ignorado por aqueles brétchnes ignorantes, então eu critchei:
”Eu, eu, eu! E eu? Como é que eu fico no meio disso tudo? Eu sou algum bicho, ou algum cachorro?”” E com isso eles começaram a govoritar muito alto mesmo e atirando eslôvos em cima de mim. Então eu critchei mais alto ainda, critchando: Eu vou ser como uma laranja mecânica?” Eu não sabia o que me fazia usar esses eslôvos, irmãos, que tinham simplesmente entrado no meu gulliver sem pedir licença. E isso calou a boca daqueles véques, por algum motivo, durante uma minuta ou duas. Aí um tchelovéque muito magro e estarre, com pinta de professor, se levantou o pescoço assim de cabos elétricos, transmitindo assim a energia do gúlliver p´ro plóte, e disse:

“Você não tem razão nenhuma para ranzinar, rapaz. Você fez a sua escolha e isto é uma conseqüência da sua escolha. O que quer que venha agora, foi o que você mesmo escolheu”.

Zeitgeist

É engraçado ver idéias similares aparecendo aqui e ali sem que seus criadores necessariamente tivessem pesquisado uns aos outros, principalmente no que diz respeito a:

- Captar a atenção do cliente em diversos momentos. Falar com o cara no carro, no cinema, no banheiro e no celular (que significa em qualquer lugar, já que o celular virou um apêndice).

- Interação: finalmente a interação deixou de ser clique e hoje o usuário pode realmente participar daquilo que é veiculado;

- Persona: todo mundo quer se encontrar, com outros parecidos ou consigo mesmo. Fazer o usuário definir, se identificar com um perfil e entrar em contato com perfis semelhantes.

- Humor. Nada mais viral.

Agora falta:

- Relevância: Criar ações que além de engraçadinhas sejam adequadas ao que o produto ou a marca se propõe.

- Interesse: Pensar no que vamos fazer quando o usuário deixar de achar tão legal interagir o tempo todo, principalmente para marcas que não são premium.

- Atingir as pessoas certas, no momento certo.

- Retorno para o cliente: a empresa ganha no relacionamento, mas o cliente também tem que ganhar algo. Personalização da comunicação (e da produção) de verdade, por exemplo. Mas também pode ser uma boa risada.

Planejamento 2007 ( ou lista de pedidos para o velhinho)

- Colocar a internet em outras áreas além de "marketing". Quando conseguirmos integrar todos os setores das empresas à web os resultados vão ser potencializados e a brincadeira vai ficar legal;

- Juntar comunidades com interesses de compra (ah, Google);

- Fazer com que as empresas acreditem que, se você atinge AS 300 pessoas certas, é melhor que atingir 100.000 erradas. Algumas já perceberam isso, mas alguns ainda não querem investir pra tão pouca gente.

- Popularizar o acesso às mídias digitais, internet, celular e pdas. A concentração de renda ajuda quando o target do produto é justamente quem acessa a internet (principalmente banda larga), mas tá na hora de começar a falar com todo mundo. O varejo agradece.

- Liberdade de expressão, mesmo que os clientes reclamem dos produtos. Melhorar produtos ou a comunicação baseando-se neste feedback.

- Tempo. (ok, lost case)

Internet é qualidade de vida.

Fiz todas as minhas compras de natal pela internet. Sem estacionamento, filas e o inferno de sempre. Todos os produtos já chegaram em casa. Escolhi os varejistas pelo preço e não tive dor de cabeça nenhuma

Terça-feira, Dezembro 12, 2006

Leaves of grass

This is what you shall do: love the earth and the sun the animals, depise the riches, give alms to anyone who asks, stand up for stupid and crazy, devote your income and labour to others, hate tyrants, argue not concerning god, have patience and indulgence toward the people, take you hat to nothing known or unknown or to any man or number of men, go freely with powerful uneducated persons and the young and the mother of families, read these leaves in open air every season of every year of your life, re-examine all you have been told at school or church or in any book, dismiss whatever insults in your soul, and your very flesh shall be a great poem and have the richest fluency not only in word but in the silent lines of its lips and face between the lashes of your eyes and in every motion and joint of your body

Sexta-feira, Dezembro 08, 2006

A Tolerância é o desafio do século

Ouvi essa frase ainda na faculdade, em um seminário "Ciência e Tolerância" que eu assiti para um trabalho de história da ciência (97, acho). Instrutivo: como a ciência vai lidar com os valores uma vez que as pessoas podem fazer escolhas sobre a cor e sexo do filho que vai nascer, sobre direto ao desenvolvimento nuclear, sobre como priorizar a popularização da tecnologia da informação, entre alguns dos assuntos relevantes.

Lembrei do assunto ao ler a matéria da Carta Maior: Desafio agora é consolidar ações de promoção da diversidade (dentro das escolas).

A aceitação do outro é a regra do dia pros tempos que chegam: agrega informação, cultura, ponto de vista e até - por que não? - crítica. Mantendo o respeito, sempre.

Quinta-feira, Dezembro 07, 2006

Homo conexus

O mais importante entre o 1 e 2 é o bom senso.

Para onde vamos?

Alguma luz aqui. O engraçado é perceber que o "all-in-one" gadget do futuro... somos nós!

Fernando Bonassi (folha, 25/03/2003)

Pro prof. Jairo.

"Texto para leitura

O que dizer por todos esses livros no zoológico das estantes?

Livros são animais sexuados: livros são metidos, livros são gestados, livros são paridos. Livros crescem, como meninos. Livros sangram, como meninas. Livros infantis com idéias de aprendiz. Livros de aventura para estimular a travessura. Livros de iniciação para pessoas em formação. Todo livro é um livro da vida (mesmo os livros de contabilidade, que são livros de dívidas). Livros de poesia controlam a azia. Livros de História fortalecem a memória. Livros de viagem aperfeiçoam a paisagem. Livros de religião aumentam a devoção. Livros de química servem para misturar. Livros de teste, para confundir. Livros de lógica, pra entender. Livros didáticos, para explicar. Livros revolucionários são livros vermelhos espetados no ar. Livres pra declamar, livros de arrepiar!

Mas... com quantos livros se faz uma pessoa?

Livros de tabuada para conta calculada. Livros de auto-ajuda praquilo que não muda., Livros de lazer pra quem tem muito o que fazer. Livros de direito para homens de respeito. Livros de reza quando a coisa pesa. Livros em liquidação para leitores sem condição. Livros de oratória, livros de culinária, livros de psicologia. Livros em orgia. Livros pornográficos levados para a cama. Livros de etiqueta pra pôr a mesa. Livros sádicos. Livros trágicos. Livros míticos. Livros pro alimento do espírito e dos editores. Livros pra vaidade dos escritores. Livros especiais. Livros espaciais. Livros de colecionadores. Livros de informática são livros de computador. Livros de condolências são livros cheios de dor. Livros ensinam a ler. Livros pro humor. Livros pra quem quiser ver. Livros loucos pra saber. Livros com ilustração auxiliam a compreensão. Livros beijados, livros mordidos. Livros apalpados, livros espremidos. Livros lambidos como frutos escorridos. Livros embebidos. Livros embevecidos. Livros abraçados como casais apaixonados. Livros são romances cultivados. São feridas, são repastos. Livros passados de mão em mão, como boas biscas. Sacos de risada. Palavras cruzadas e frases alinhavadas. Livros depenados. Livros invocados. Páginas de livros processados em juízo. Livros censurados. Livros permissivos. Os livros das sopas, os livros dos sonhos, o livro dos molhos. Livros molhados nos clubes de livro. Livros de ocorrência. Livros policiais. Livros de referência. Livros originais. Livro para orientação num universo em expansão. Livros equivocados. Livros inquisitivos. Livros engavetados. Livros recolhidos. Livros esmagados nos ônibus lotados. Livros encoxados, livros encolhidos. Livros espalhados por debaixo dos estrados. Livros deflorados. Livros chacoalhados. Livros escondidos. Livros arremessados nos divórcios acalorados. Livros feito espadas. Livros como escudos. Livros que berram e livros que são mudos. O pior cego é aquele que não quer se ler. Livros na ponta da língua. Livros com a ponta dos dedos. Livros engrossam, como rapazes. Livros melhoram, como mulheres. Livros murchos, livros sujos, livros finos. Livros como manda o figurino. Livros de moda. Livros que cheiram bem e livros que cheiram mal (livros de renúncia fiscal). Livros roubados. Livros comprados. Livros vendidos. Árvores de livros abatidos. Livros de cabeceira. A fertilidade dos livros de madeira. Livros exibidos como corpos oferecidos. Livros safados. Livros falados. Livros sorvidos. Livros conservadores nas gavetas dos doutores. Livros emocionais para cólicas menstruais. Livros de regime. Livros de política. Livros de ótica. Livros de crítica. Livros diários são livros crônicos, lão livros tônicos. Dicionários de livros explicados. Teses de mestrado. Bolsas de livros financiados. Tomos, tombos, citações. Parágrafos, capítulos, correções. Publicações polêmicas, opiniões. Livros importados. Livros transportados. Livros traduzidos. Livros encadernados como faraós embalsamados. Livros aposentados. Livros comentando livros. Livros lavrados em cartórios hereditários. Livros aplicados e homens especializados. Diplomas de livros emparedados. Livros emparelhados. Bibliotecas de livros amontoados. Sebos empoeirados. Livros decorados são livros encruados são livros mal comidos. Livros devorados por vermes aculturados. Livros bichados. Livros suados. Livros vencidos. Caixas e caixas de livros caixa. Arquivos mortos em pandemônio, as fortunas dos livros de patrimônio. Livros de capas trocadas, capas disfarçadas, capas ofensivas. Livros de capas ousadas. Capas proibidas. Os livros contra capas. Os lidos pelas costas. Livros sádicos, livros cínicos, livros mágicos. Livros lívidos, livros épicos, livros bíblicos. Livros lidos como vícios. Livros de sacrifícios. Todo homem é um livro aberto. Todo livro acha que é certo. Escreveu, não leu, continua sendo livro. Já no início era verbo! Larga a mão de ser burro e leia!"

Aforismos sem juízo do Daniel Piza (acho que de 97, ainda na Gazeta)

» Filosofia é como fazer palavras cruzadas no escuro. Você não sabe a formulação da pergunta nem o tamanho da resposta.

» O preço da história é a articulação do pensamento.

» Tudo vale a pena, se a pena não valer tudo.

» O acerto é solidário, o erro, solitário.

» O amador erra. O profissional interpreta.

» Liberdade é a liberdade de errar.

» Não existe liberdade sem solidão.

» O único desafio é enxergar o outro indivíduo como outro e indivíduo.

» Amor é medo escorado no medo.

» Ela é bacana e atraente. A inteligência a faria linda (ou como diz o amigo: intelligence is sexy).

» A cada cinco anos percebemos que éramos mais tolos cinco anos atrás. E o pior: às vezes percebemos que éramos mais espertos dez anos atrás.

» Quem vigia não cria.

» Millôr Fernandes disse: Um gênio às vezes é medíocre, mas o medíocre nunca é genial. Só faltou acrescentar o pior: quando um gênio comete uma mediocridade, o medíocre se sente genial.

» Viajar alarga os horizontes. Fotografamos o nosso provincianismo com outras paisagens ao fundo.

» O hábito é o vício absolvido.

» A fanatismo é a ideologia do idiota.

» O capitalismo vingou porque tem os mesmos defeitos e as mesmas qualidades do ser humano. É, nos países sérios, tão falível e tão flexível quanto ele.

» Beleza é o prêmio que a sorte confere à disciplina.

Hesse

"O senhor tem toda razão naquilo que afirma. Mas, veja, eu sou um músico, não um erudito, e no que diz respeito à música acho que não há a menor importância em estar alguém com a razão. A música não depende de estarmos com a razão, de termos bom gosto ou erudição musical e tudo mais.

- Ah, não? E de que depende então?
- De se fazer música, Sr. Haller, de se fazer música tão boa e abundante quanto possível e com toda a intensidade de que alguém é capaz. Aí é que está a coisa, Monsier. Ainda que eu tivesse na memória toda a obra de Bach e de Haydn e pudesse dizer as coisas mais admiráveis a respeito delas, isto não teria a menor utilidade para os outros. Mas quando tomo meu instrumento e toco um shimmy bem movimentado, seja este bom ou mau, há de causar alegria a alguém, entrará pelas pernas e chegará até o sangue. Isto e somente isto é o que importa. Observe a fisionomia dos pares num salão de dança no momento em que a música volta a tocar após uma pausa prolongada, observe como os olhos brilham, como as pernas se movem e os rostos começam a sorrir. É por isso que se faz música.

- Muito bem, Sr. Pablo. Mas não é só a música sensual que existe, existe também a espiritual. Além daquela música que se executa no momento, existe a música imortal que sobrevive mesmo quando já não é interpretada. Pode estar uma pessoa sozinha deitada e vier-lhe ao pensamento um trecho da Fláuta mágica ou da Paixão Segundo Mateus, então a música se faz realidade sem que alguém precisa soprar a flauta ou de arranhar um violino.

- Sem dúvida, Sr. Haller. Também o Yearning e Valencia são reproduzidos cada noite por muitas pessoas solitárias e sonhadoras; até a mais humilde datilógrafa tem na cabeça, quando está no escritório, os ritmos do último one-step e acompanha no teclado o seu compasso. O senhor tem razão. A todas essas pessoas solitárias eu concedo a música muda, seja ela o Yearning, seja a Flauta mágica ou Valencia.Mas, de onde recebem, porém, esses homens a música solitária e muda? Recebem-na de nós, dos músicos, pois primeiro ela tem que ser executada e ouvida e penetrar no sangue, antes que alguém possa pensar nela sozinho em seu quarto e com ela sonhar.

- De acordo – disse friamente. – No entanto, não se pode colocar no mesmo plano a música de Mozart e o último foxtrote. E não é a mesma coisa servir ao público música divina e eterna ou música barata e efêmera.

Quando Pablo percebeu a excitação de minha voz, assumiu a expressão facial mais amável, tomou-me o braço e falou com incrível doçura:
- Ah, meu caro senhor, nisto dos planos pode ser que o senhor tenha toda a razão. Nata tenho a objetar que coloque Mozart, Haydn e Valencia no plano que melhor lhe agrade. A mim pouco importa. Nada tenho de decidir sobre tais planos, nunca me perguntaram nada sobre eles. É possível que continuem a executar Moazart daqui a cem anos e talvez daqui a dois anos já nenhuma orquestra toque Valencia, mas isso podemos deixar tranquilamente nas mãos de deus. Ele é justo e tem em suas mãos a duração da vida de todos nós, até mesmo de cada valsa e de cada foxtrote. Ele saberá fazer o que é justo. Mas nós músicos temos de fazer a nossa parte, o que é nosso dever e nosso ofício: devemos tocar o que o público pede no momento e devemos fazê-lo bem e de maneira bela e tocar com todo o entusiasmo possível.

Suspirando, assenti também a isto. Não havia jeito de enquadrar o homem."

Terça-feira, Dezembro 05, 2006

2.0

Alguns anos atrás eu adorava a fray, que publicava histórias de quem quisesse mandar e ainda criava longas listas de comentários e links para outras histórias e assim consecutivamente. Parece que vai voltar.

Domingo, Dezembro 03, 2006

E conseguiram elaborar a teoria para as celebridades....

No Valor, 01/12/2006"(...) As empresas de mídia têm, portanto, claros incentivos para procurar substitutos de comparável potencial para a criação de valor, mas menos poder de barganha. É onde entram as celebridades "fabricadas". As vantagens que essas estrelas fugazes oferecem à indústria incluem a capacidade de formação de inúmeros diz-que-diz. (...) Náo é necessário que a informação seja demonstravelmente verdadeira. "Muita verdade"pode até interromper o jogo do mexerico".

Uma celebridade que cresceu por si tem poder de barganha sobre a indústria da mídia. Uma celebridade fabricada tem no máximo dúvidas sobre como chegou lá e só pede um pouquinho mais de tempo, por favor.

(sobre: "Explaining the Star Shift in the Media - Why Manufactured Celebrities are More lucrative than Self-Made Superstars". Franck, Egon e Nüesch, Stephan. 2006)

As pessoas não respeitam nem seu próprio imaginário.

Crie sua própria lodjinha

vicia mais que as fritas!

Mingus mingus mingus

"Man, there was this clown, and he was a real happy guy, a real happy guy, he had all these greens and all these yellows and all these oranges bubbling around inside of him. And he had just one thing he wanted in this world, he just wanted to make people laugh, that’s all he wanted out of this world, we was a real happy guy.

Let me tell you about this clown, he used to a raise a sweat every night out on the stage and just wouldn’t stop, that’s how hard he worked, he was trying to make people laugh. He used to have this cute little gimmick where he had a seal follow him up and down a step-ladder, blowing "Columbia the gem of the ocean" out on a b-flat scale sears-roebuck a model thirteen twenty-two “A” plastic bugle, a real cute act, but they didn’t laugh, well you know, a few little things here and there, but not really, and he was booking out in all these tank towns, playing the rotary clubs, the Kiwanis clubs and the American legion hall; and he just wasn’t making it. And he had all these wonderful things going on inside of him, all these greens and yellows and all these oranges, he was a real happy guy, and all he wanted to do was to make these people laugh, that’s all he wanted out of this world, to make people laugh, and then something began to grow, something that just wasn’t good began growing inside of this guy.

You know, it’s a funny thing. Something began to trouble this clown, you know little things, little things once in a while would happen, that would make that crowd begin to howl, but they were never the right things, like for example the time the seal got sick on the stage, all over the stage, the crowd just, just broke up. Little things like that. And they weren’t suppose to be in the act, and they weren’t supposed to be funny. This began to trouble him, and it bothered him. And this little thing began to grow inside of him. And all those greens and all those oranges and all those yellows, they just weren’t as bright as they used to be, and all he wanted to do was to make that crowd laugh. That’s all he wanted to do.

There was this one night in Dubuque when he was playing at the rotary club. All these dentists, these druggists, all these postmen sitting around, and they were a real cold bunch. Nothing was happening. He was leaving the stage when he stumbled over his ladder and fell flat on his face, just flat on his face. When he stands up and he’s got this bloody nose and he looks out at the crowd and that crowd is just rolling on the floor. He’s just knocked them flat out. This begins to trouble and even more. He begins to see something, he begins to see something.

And right about here is when things began to change, but really change. Not the least of which our clown changes his act - bought himself a set of football pads, a yellow helmet with red stripes, hired a girl who dropped a 5-pound sack of flour on his head every night, maybe twenty feet up. Oh man!, what a bit, That just broke them up every night, but not like Dubuque. And all those colors, all those yellows, all those reds, all those oranges, a lot of gray in them now, a lot of blue. And all he wanted was to make this crowd laugh, that’s all he wanted out of this world. They were laughing all right, not like Dubuque, but they were laughing, And all the dough started coming in. He was playing the big towns. Chicago, Detroit, and then it was Pittsburgh one night. A real fine town Pittsburgh, you know. But three quarters way through his act, a rope broke, down came the backdrop, right on the back of the neck, and he went flat and something broke. This was it. It hurt way down deep inside. He tried to get up. He looked out at the audience, and sh-man, you should’ve, you should’ve, you should’ve seen that crowd. They was rolling in the aisle. This was bigger than Dubuque. This was bigger than Dubuque. He really had them going, this was it, this was the last one, this was the last one. Yeah, this was the last one. He knew now. Man, he really knew now. But it was too late and all he had wanted was to make this crowd laugh. Well they were laughing. But now he knew. That was the end of the clown. And you should have seen the bookings coming. Man, his agent was on the phone for 24 hours, The Palladium, MCA, William Morris. But it was too late. He really knew now. He really knew. He really knew now. William Morris sent regrets."

Sexta-feira, Dezembro 01, 2006

amazonenses

O rio Negro redefine "grande".

Sonho de consumo

Digitalizador de hemeroteca. Pra quem começou antes de 1998, faz sentido. Por enquanto, vamos postando por aqui mesmo.

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